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FLORENÇA: O BERÇO DO RENASCIMENTO

Eduardo Henrique Ferin da Cunha

Mtb nº 0081757/SP

 

Matéria publicada em 27/12/2017

 

 

Florença é muito famosa por ser berço do Renascentismo ou Renascença, um período de grandes mudanças e conquistas culturais que ocorreram na Europa, entre o século XIV e XVI. Este período marca a transição entre a Idade Média e Idade Moderna. Terra de Michelangelo, a comuna é um grande museu, e você encontra obras de arte em todos os locais: nas ruas e nos museus.

 

Chegamos na Estação Santa Maria Novella em Florença, mas ficamos um pouco perdidos em como chegar no hotel. Foi uma falha minha, pois não havíamos pesquisado antes e estávamos sem internet. Perguntamos na estação, mas os florentinos se mostraram pouco receptivos e até de certo modo grosseiros. Após comprar os bilhetes para o passeio do dia seguinte, em Pisa, resolvemos com um pequeno mapa, seguir a direção do hotel, mas ficamos um pouco perdidos caminhando pela estação. Foi então, que encontramos um italiano, da Sicília, que falava um pouco português e ainda era muito gentil e nos indicou o caminho e ainda seguiu um pouco conosco, pois era o caminho dele. Conseguimos enfim, chegar ao hotel San Gallo Palace por volta das 11h30, ainda assim um pouco adiantado para o check in e então deixamos as malas e fomos procurar restaurantes para o almoço na própria região. Os restaurantes, entretanto, só abriam às 12h15 e então paramos no restaurante Alfredo para enfim degustar as delícias da gastronomia fiorentina.

 

O almoço foi espetacular! Pude experimentar a famosa Bisteca alla fiorentina, um pedaço de cerca de 800g de bisteca bovina, grelhada e um pouco mais passada, porém com um tempero inigualável (que seria complementado com um pouco de pimenta que estava sob a mesa, mas que não conseguimos identificar). Aline, experimentou um Pappardelle especial com queijo e molho branco, especialmente preparado pelo chef, uma receita diferenciada para quem não come carne. Na opinião de Aline foi a melhor massa que ela comeu em toda a Itália.

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Bisteca alla Fiorentina

Crédito: Aline Finardi Luz

 

Retornamos ao hotel após o delicioso almoço e já seguimos para passear pelo Centro Storico que ficava a 1,2km do hotel. Nossa primeira parada foi na Duomo de Florença (Santa Maria del Fiore), uma igreja estilo gótico construída entre 1296 e 1436, sendo a quinta da Europa em tamanho. A fachada da Duomo impressiona pela beleza arquitetônica e paredes de mármore. O interior também é bem interessante, sendo possível sua visitação gratuita e fotos (nem todas as igrejas permitem na Itália permitem fotos, mas a Duomo é permitida). Se desejar pode subir na cúpula, comprando ingresso no próprio local, porém decidimos não subir, pois tivemos a experiência de fazê-lo no Vaticano, além de pretendermos conhecer outros atrativos. Na mesma Piazza del Duomo, existem atrativos complementares como o Battistero de San Giovanni e o Campanile de Giotto, duas outras construções de finalidade religiosa. Ademais, a piazza tem vários restaurantes e cafés. Aline não resistiu e experimentou um doce (não lembro o nome) muito parecido com bolinho de chuva e doce de leite.

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Duomo de Florença

Crédito: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

 

A próxima parada após a Piazza del Duomo foi a Galleria dell’Accademia, ou a Galeria da Academia de Belas Artes de Florença, um importante museu florentino, que conta com pinturas de diversos artistas como: Botticelli, Lippi e claro, a estrela do museu: a escultura David de Michelangelo, a original, além de outros trabalhos inacabados do mestre Michelangelo.  A escultura de David de Michelangelo é uma das mais importantes obras do Renascimento e uma das mais famosas do mundo, que simboliza o personagem bíblico David. Apesar de museu ser pequeno (visitamos em menos de uma hora), é visita obrigatória para quem vai à Florença.

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Davi de Michelangelo

Crédito: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

 

A cidade de Florença é um verdadeiro museu a céu aberto e chegando na Piazza della Signoria pode-se observar um conjunto de obras únicos. A piazza é a sede do poder civil e tem como atrativo principal o Pallazo Vecchio, comandado na época do renascentismo pela poderosa família Médice. Em seu exterior, existem vários monumentos, como uma réplica de David de Michelangelo, a escultura Hércules e Caco, de Baccio Bandinelli, e a estátua de Neptuno de Bartolomeo Ammannati  Na mesma praça fica um espaço aberto chamado Loggia dei Lanzi com uma série de esculturas tais como: Perseu e a Medusa, de Cellini, uma espetacular escultura de bronze de 1554; o Rapto das Sabinas uma estátua de Giambologna de 1583, com três figuras entrelaçadas esculpidas em um único bloco de mármore, além de diversas estátuas dos imperadores romanos.

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Piazza della Signoria

Crédito: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

 

 

Ao lado da piazza, em poucos metros chega-se às margens do rio Arno e avista-se a belíssima Ponte Vecchio, um arco medieval e um dos cartões postais de Florença, construída em 1345. Durante a II Guerra Mundial, comenta-se que Hitler achou a ponte tão bonita que resolveu preservá-la. Atualmente a ponte conta com inúmeras joalherias e ourivesarias. Para os apaixonados, em toda a sua margem é possível fazer fotos belíssimas. Possui também a estátua de Benvenuto Cellini, onde os namorados trancam o cadeado e jogam a chave no rio. Cuidado, por isso pode gerar uma multa de € 50 e claro, que não o fizemos.

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Ponte Vecchio

Crédito: Aline Finardi Luz

 

 

Após as belas fotos na ponte, fomos à Galleria degli Uffizi (Galeria dos Escritórios) um dos mais importantes e visitados museus do mundo com obras do renascimento de Leonardo da Vinci, Michelangelo, Caravaggio, Botticelli entre outros. Ficamos impressionados com as pinturas e esculturas e tiramos inúmeras fotos para nossa coleção. Vale a pena passar uma tarde na galeria apenas estudando cada uma das obras.

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Galleria degli Uffizi

Crédito: Aline Finardi Luz

 

Para terminar o dia, fomos ao Mercato Centrale de Florença, que assim como o de Roma, oferece o melhor da gastronomia da Toscana. Para começar, pedimos uma tábua com 8 variedades de queijos da Itália, simplesmente deliciosa e claro, um vinho tinto Chianti. Aline pediu também um risoto quatro queijos, que estava saborosíssimo. Passeamos ainda pelo mercado, tiramos fotos de vários produtos, com destaques para os tartufos premiados que chegam a custar €330 euros cada 100 gramas e a Scuola di Cucina Lorenzo di Medice, um local para estudar a gastronomia da Toscana, com cursos rápidos de até 4 horas. Saímos do mercado e voltamos caminhando pelas ruas renascentistas até o nosso hotel.

 

Pela manhã fomos conhecer a famosa Torre de Pisa (será detalhado em outra matéria). Retornamos à Florença logo após o almoço e fomos para mais um ponto turístico de ônibus: a Piazzalle Michelangelo, local de onde se pode avistar toda a cidade de Florença e outra réplica da estátua de David de Michelangelo. Fizemos várias fotos do local e retornamos ao Centro Storico para mais uma vez jantarmos no Mercato Centrale. Dessa vez, não estávamos com fome, pois o almoço fora um pouco exagerado e apenas comemos sobremesa: cannoli e tiramisu.

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Vista de Florença da Piazzalle Michalangelo

Crédito: Aline Finardi Luz

 

Florença é realmente encantadora. Eu, particularmente adorei Florença e toda a região da Toscana. Pretendo voltar mais uma vez e se possível ficar no mínimo uma semana, visitando vinícolas e as demais cidades da região, entretanto terei que convencer a Aline a permanecer em Florença, já que ela não simpatizou muito. Talvez, ficar hospedado em Siena pode ser uma boa opção!