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ROMA: A CIDADE ETERNA

Eduardo Henrique Ferin da Cunha

Mtb nº 0081757/SP

 

Matéria publicada em 26/12/2017

 

Conhecer Roma, é um privilégio. Quando era criança sempre ouvia a história do Império Romano, assisti vários filmes sobre essa época, e claro, queria descobrir, porque Roma é a cidade eterna!

 

Após mais de 13 horas de um voo tranquilo de São Paulo – Madrid – Roma (apenas pequenas turbulências durante a travessia do Atlântico), desembarcamos em Roma, a cidade eterna, mais precisamente no aeroporto Leonardo da Vinci, na cidade de Fiumicino, na manhã do dia 17 de novembro e pegamos um ônibus que nos levaria até a Estação Ferroviária Termini, para seguir mais 300 metros à pé e chegar no Hotel Contilia, no centro de Roma, um hotel simples, porém em seu ambiente interno, muito aconchegante e o mais importante: a localização.

 

Uma dica interessante: optamos por pegar um ônibus por questão de custo, afina ainda estávamos descansados e mala um pouco mais leve. No local tem várias empresas que fazem o serviço ao custo de € 6 por pessoa, uma opção mais barata que os taxis que custam cerca de € 50.

 

A primeira impressão de Roma foi maravilhosa e encantadora. Logo após deixar as malas no hotel e tomar um banho refrescante, após mais de um dia de viagem, saímos para conhecer um pouco a cidade. A primeira parada foi no Mercato Centrale de Roma, um local muito interessante com variadas opções gastronômicas. Para começar a jornada gastronômica, a pedida foi uma pizza Margherita, a mais tradicional da Itália, acompanhado de uma taça de vinho Chianti e um Coca Cola. Para descrever essa refeição: a melhor pizza de nossas vidas. Além do prato principal, Aline experimentara uma deliciosa sobremesa: um cannoli, uma massa doce frita em formato de tubo, recheada de um creme de ricota.

 

 

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A pizza!!!!

Foto: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

 

 

A seguir, pegamos um ônibus perto de Termini e descemos no primeiro ponto turístico visitado na cidade: a Piazza Navona, um símbolo da Roma Barroca com belíssimos monumentos como a Fontana dei Quatri Fiumi (a fonte dos quatro rios: que representam o Nilo, o rio da Prata, o Danúbio e o Ganges). A praça ainda conta com duas outras fontes: a Fontana del Moro e a Fontana del Neptuno. O local também é sede da embaixada brasileira. Aline ficou impressionada com a beleza das praças e claro, tiramos muitas fotos. Após caminharmos pelas ruas da região, chegamos ao Campo de Fiori onde ocorre quase todos os dias um mercado ao ar livre. A praça também conta com um monumento do filósofo. Um local muito interessante para se visitar, porém confesso que me surpreendeu um pouco, e ficamos pouco tempo (na verdade, só passamos pela praça) pois esperava um ambiente mais limpo, e não uma grande quantidade de barracas, que chegavam a esconder o monumento principal. A seguir atravessamos a ponte do rio Tevere, um dos principais da cidade e chegamos ao bairro Transtevere, um bairro muito charmoso, com vielas, ruas estreitas, muitas igrejas, como a Santa Maria in Transtevere e muitos restaurantes e café. Havíamos programado jantar lá, porém como chegamos às 16h, ainda era muito cedo para tal, resolvemos apenas parar para tomar um Caffe Latte no Bar Antico Caffé. Caminhamos mais um pouco pelo bairro, tiramos várias fotos na ponte e nas margens do rio Tevere e decidimos voltar ao Mercato Centrale. O local de parada do ônibus ficava do outro lado da margem do rio e caminhando um pouco, encontramos o Largo di Torre Argentina, uma praça onde durante escavações fora encontrado um grande sítio arqueológico da época da República Romana, como as ruínas do teatro de Pompeu. O local foi transformado em zona sacra e preservado para visitação. Após várias fotos, caminhamos um pouco em algumas lojas e retornamos de ônibus para a estação Termini para jantarmos. A pedida dessa vez foi mais simples: Panini (sanduíche) de provolone frito e provolone frito e claro, mais uma taça de vinho. Antes de retornarmos ao hotel, decidimos ainda dar mais uma volta ao redor da estação, chegando à Piazza della República, para conhecer um pouco da região. No local existe alguns atrativos importantes como as Terme di Diocleziano, hoje transformada em museu, o Pallazo Massimo, outro importante museu da capital italiana e a Basílica Santa Maria Degli Angeli. Visitamos todos esses locais na parte exterior, pois estavam fechados no horário. Fizemos a última parada na famosa loja Eataly, onde compramos um delicioso Baratti & Milano, um chocolate branco com extrato de rosas.

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Transtevere: atravessando o rio Tevere

Foto: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

 

 

E assim terminou o nosso primeiro dia na Itália! Conhecemos muitos monumentos, praças, algumas igrejas e passeamos pelas ruas da Roma Antiga e ainda experimentamos várias delícias da gastronomia italiana.

 

Após um sono tranquilo na capital italiana, acordamos com calma e descemos para o café da manhã no hotel Contilia. Estava tudo muito delicioso com destaque para o mezzaluna onde aqui conhecemos como croissant. Seguimos em direção à estação Termini e pegamos o metrô Colosseo e chegamos ao nosso primeiro destino da manhã: o magnífico Coliseu.

 

O Coliseu, símbolo da Roma Antiga foi construído no ano 80 d.c. para ser um palco de espetáculo com gladiadores, animais, além de ser o cenário de morte dos cristãos e outras festividades do Império Romano. Ao chegar na fila, a emoção começou a tomar conta, especialmente de mim, que estava muito ansioso para visitá-lo. O lugar é realmente impressionante e dá para entender porque foi eleito em 2007 como uma das Novas Maravilhas do Mundo. É possível visitar quase todo o complexo, com exceção da área onde ficavam os animais e os gladiadores, que somente seria possível com visita pré-agendada, mas da arquibancada tinha-se noção de todo o cenário. Ao observar todo o complexo, vinha em minha mente as batalhas que ali aconteceram, as cenas de filmes e leituras de livros que contavam essa história. Aline estava impressionada com a grandiosidade. Era a história viva contada.

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O Coliseu

Foto: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

 

Das arquibancadas do Coliseu era possível ver também outros monumentos, como o Arco de Constantino, inteiramente preservado, o antigo Fórum Romano e o Palatino, mas esses mereciam uma visita especial e ao sair do Coliseu, tiramos mais fotos da fachada externa. O engraçado é que toda a foto que tirávamos aparecia um chinês nela, então decidimos pedir para um chinês tirar a nossa foto e acreditem: foi uma das melhores fotos que fizeram de nós.... Eles sabem tirar fotos!

 

Com o mesmo ingresso adquirido no Coliseu, € 12 por pessoa, fomos ao Fórum Romano, um local de cerimônias e decisões políticas e ao monte Palatino, uma das sete colinas de Roma e hoje um museu ao ar livre. Contam as lendas que foi ali que os gêmeos Remo e Rômulo foram amamentados por uma loba e anos depois ali fora edificada a cidade de Roma. O local possui grande riqueza histórica e arquitetônica, com vários monumentos, estátuas e ruínas. Aline ficou impressionada com as colunas romanas e esse fato trazia boas lembranças das aulas de histórias e a todo momento pedia para tirar fotos com ela nas colunas. Terminamos a visita ao Palatino na igreja de Santa Francesca. Um fato engraçado que vale a pena citar nesse livro: ao observar todo o complexo que datam de séculos antes de Cristo, Aline de repente se depara com um monumento datado de 1902 e se surpreende com a data, mas o que era essa data perto de tanta história?

 

Saindo do Palatino, seguimos pelo Arco de Constantino e chegamos ao Circo Máximo, local onde aconteciam as corridas de biga, entretanto, não achamos o lugar tão atrativo, mas claro, valia a pena passar pelas fotos. Seguimos caminhando margeando o Palatino em direção a outro monumento: a Piazza Venezia. Foram mais de 2km de caminhada e antes de chegar a esta praça, chegamos ao Capitolino, outra famosa das sete colinas de Roma, com monumentos ao ar livre e alguns museus. Presenciamos um casamento acontecendo, onde a noiva saía e era recebida com chuva de pétalas. Chegamos enfim à Piazza Venezia, mas antes de explorar o atrativo, decidimos almoçar nos arredores, afinal já era quase mais de uma hora da tarde. Paramos no restaurante Bibo e fomos atendidos por um peruano. Eu pedi um Risoto ao molho pesto e uma Birra alla Spina (nosso tradicional chopp) e Aline pediu um Capeletti ao Pomodoro e uma Spremuta d’ Arancia (suco de laranja).

 

Após um delicioso almoço, retornamos ao nosso roteiro e fomos à Piazza Venezia e ao monumento à Vittorio Emanuele II, pai da pátria italiana que em 1861 unificou a península itálica em um único Estado. Antes, haviam várias repúblicas e estados independentes. A partir dessa data, surge a Itália como um único país. Aline ficou impressionada e emocionada com o local. Ela não sabia explicar porque, mas sentiu algo muito especial (talvez ela tenha vivido ali nessa época em sua outra encarnação: apenas hipóteses). Tiramos inúmeras fotos, exploramos todo o atrativo.

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Piazza Venezia

Foto: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

 

Ao terminar a visita à piazza, seguimos pela Via del Corso, local onde possui inúmeras lojas de grife. Já começamos comprando uma linda jaqueta para Aline, que a acompanhou durante boa parte da viagem. Seguindo a via del Corso, procuramos um monumento muito famoso a qual desejávamos ir: a Fontana di Trevi, a maior fonte barroca da Itália. Estava muito lotada, como já esperávamos e concorríamos com centenas de pessoas para uma foto. Reza a tradição que ao jogar uma moeda na fonte, o visitante voltará a Roma. Não sabemos se é crendice popular ou verdade: na dúvida resolvemos jogar a moeda, porque queremos muito voltar à Roma. Seguimos a outro atrativo próximo da via del Corso, localizado na Piazza della Rotonda: o Pantheon de Roma, uma construção do ano 126 d.c, com finalidade de templo pagão, mas que na idade média se transformou em templo católico. Na mesma praça, ainda paramos para tomar um delicioso gelato, aliás o primeiro que experimentamos na terra do sorvete! Aline adorou o sorvete e disse que foi o melhor que ela já tomou na vida dela.

 

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Fontana di Trevi

Foto: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

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Pantheon

Foto: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

 

Após a pausa para a visita aos atrativos e experimentar o sorvete, continuamos nossa meta de compras na via del Corso. Paramos na loja da Mac e compramos maquiagem para a Gabrielle e seguimos atrás de uma camiseta da Adidas, que foi prometida. Missão cumprida! Passamos ainda pela via dei Condotti onde entramos na loja da Michael Kors para procurarmos um relógio para Aline, mas dessa vez não obtivemos sucesso. Finalizamos o nosso passeio na Piazza di Spagna, um local de encontro para os cidadãos romanos e descanso para os turistas, afinal após caminhar pelas ruas de compras mais famosas da capital italiana, a parada é quase obrigatória. Voltamos de ônibus à estação Termini e só paramos no mercado para tomar um café e comer um lanche diferente: Tramezino, uma espécie de pizza angular, mas que não gostamos muito e finalmente chegamos ao hotel para um merecido descanso, afinal estávamos muito cansados, mas extremamente felizes por conhecer tantos atrativos. Foi uma verdadeira aula de história ao vivo durante esse longo dia. Valeu a pena cada caminhada!

 

No último dia na capital italiana, fomos ao Vaticano, mas esse item falarei em outro texto. Ao sairmos do Vaticano, resolvemos caminhar um pouco mais na região do Transtevere e paramos no Castel Sant’Angelo, construído para servir de mausoléu ao Imperador Adriano, uma construção de 2000 anos, modificada através do tempo, porém inteiramente preservada. Foi possível constatar e imaginar como seria a vida no castelo em suas várias eras: antiguidade, medieval e contemporânea. O castelo tem uma linda vista para o Transtevere e próprio rio Tevere. Aline ficou encantada com a paisagem e com a vista da saída do castelo, onde ela imagina a ponte descendo e os cavaleiros saindo. Após a visita ao castelo já no final da tarde, continuamos a caminhada até o Corso Vittorio Emanuele II, uma rua movimentada onde tinha uma loja que Eduardo desejava comprar uma jaqueta de couro. E assim o fez!!!

 

 

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Castelo de Sant’Angelo

Foto: Eduardo Henrique Ferin da Cunha

 

Retornamos ao ponto de ônibus e voltamos para a estação Termini, onde paramos em uma cafeteria para tomar outro caffe latte e um panini de porchetta (por fim acabamos ganhando dois desse panini). Retornamos ao hotel para organizar as malas e partir para o nosso próximo destino: Florença.

 

Nossa estada em Roma, os nossos passeios foram realmente magníficos; uma cidade impressionante com muita história, nos levando a outras épocas da humanidade. Outras cidades guardariam boas surpresas, mas Roma, a cidade eterna, jamais sairá de nossa mente.