Logo2 - Caminhos do Turismo Oficial - agrupado Transparente .png

 TURISMO NA VILA AYROSA

Eduardo Henrique Ferin da Cunha

Mtb nº 0081757/SP

 

Matéria publicada em: 27/04/2017

A Vila Ayrosa é um bairro na região nordeste da cidade de Osasco, na grande São Paulo, com cerca de 20.000 habitantes. Em termos de atrativos turísticos consolidados, o local não os possui (exceção feita ao Centro Esportivo) e até julgo dizer que não possui nem mesmo potencial turístico!

 

Mas então, porque o título desse artigo é “Turismo na Vila Ayrosa”? Ao analisarmos tecnicamente o conceito de turismo, segundo a OMT (Organização Mundial de Turismo), temos a resposta:

 

 “O turismo compreende as atividades realizadas pelas pessoas durante suas viagens e estadias em lugares diferentes de seu entorno habitual, por um período de tempo consecutivo inferior a um ano, tendo em vista lazer, negócios ou outros motivos”. (OMT, 1995b, p. 11).

 

De acordo com este conceito, a Vila Ayrosa é um local turístico, tanto para mim, que nasci e cresci no bairro, como para tantos outros amigos e amigas, que viveram no local e hoje, assim como eu, quando visitam o bairro, tem um sentimento de pertencimento, nostalgia e afetividade. Toda a vez que eu vou visitar minha avó, familiares e amigos na Vila Ayrosa, eu tenho esse sentimento e demonstro isso às pessoas que eu levo para conhecer também! Bem, já que concordamos que o bairro é um local turístico, vamos aos atrativos:

 

 

A RUA ROUXINOL Nº 79

Não basta ser a rua Rouxinol; tem que ser o número 79, residência a qual vivi por mais de 20 anos juntos a meus pais, Cláudio e Marisa e meu irmão Carlos. Cresci, brinquei e me tornei o ser humano que hoje eu sou. A casa do número 79, continua lá, com pequenas alterações na fachada! Sobrado simples, meio lote de terreno, mas um local em que vivi grandes conquistas.

17952702_1663050183990541_5893399457851279723_n.jpg

Rua Rouxinol nº 79

Foto 1: Eduardo H. F. Cunha

 

A rua não é muito bonita e é típica de periferia: é estreita, pouco arborizada, na minha época não tinha rede coletora de esgoto, tinha vielas que davam até a rua de baixo; mas apesar dessa falta de atratividade, brincávamos muito no local: esconde-esconde, pega-pega, carrinho de rolimã, bicicleta, bolinha de gude, futebol na rua e muitas outras brincadeiras.

 

Outros locais na rua Rouxinol merecem destaque: a casa da minha avó Maria e avô Delfino, que ficava no número 97, os amigos que eu formei durante a época em que morei na rua: Beto, Nenê, Rogério, Guil, Renato, Marcio, Sandro, Clodoaldo, Alex Araújo entre outros, e claro não podia esquecer a casa da minha vizinha, a qual ainda chamamos de “tia Irene”.

 

 

A ESCOLA TOBIAS BARRETO DE MENEZES

Apesar de ter começado minha vida escolar na EMEI Professor Fortunato Antiório, pouca lembrança tenho do local. Em compensação, foi na EEPG (hoje EMEF) Tobias Barreto de Menezes que eu realizei o Ensino Fundamental (na época da 1ª à 8ª série).

 

Desse local tenho muitas lembranças: de pessoas, não tem como esquecer professores e professoras que me ensinaram muito: Cleide Anselmi, Maria Kasuko, Isaías Lopes, Sueli, Edel, Hamilton entre muitos outros. De amigos também lembro de vários, mas não ouso citar nomes sob risco de esquecer alguém que tenha sido muito importante.

 

Lembro também de muitas cenas: a merenda no prato azul, a fila para cantar o hino nacional, o horário de atividades de educação física na quadra de esportes, o castigo na diretoria por esquecer a lição de casa e até mesmo de festas (certa vez montamos uma banda cover dos Titãs e tocamos com instrumentos de papelão).

 

Recentemente fiz uma visita à escola no ano de 2014, onde aconteceu o 1º encontro de alunos e ex-alunos. Fora um domingo fantástico, onde pude rever grandes amigos!

17991938_1663051910657035_7731523984893344426_n.jpg

O encontro na escola Tobias

Foto 2: Eduardo H. F. Cunha

 

 

 

CENTRO POLIESPORTIVO DOMINGOS PITERI, o “PÓLI”

Este sim pode ser considerado um atrativo turístico consolidado, pois no local ainda existem muitos eventos esportivos, sobretudo amadores (na minha época já assisti até um jogo de basquete entre Sírio e Monte Líbano).

 

O local possui quadras poliesportivas, pista para caminhada e até um campo de futebol de terra. Era o meu principal local de diversão: formávamos times de futebol de salão ou até mesmo de campo, disputávamos torneios, ou simplesmente íamos até lá para passar a tarde, com amigos como Marcelo, Felipe, Jeferson, Ênio, Clodoaldo entre outros. Certa vez, lembro de um fato marcante: quando eu tinha 17 (dezessete) anos, meus amigos e eu formamos uma banda de rock  e chegamos a fazer um mega show no Póli. Tinham exatamente 17 (dezessete) pessoas, sendo que 10 (dez) estavam jogando futebol e só ouviram a gente tocar, e outros amigos... (brincadeiras à parte, foi realmente verdade, tanto o show como o número de ouvintes). Esse fato pôs fim à minha carreira de super astro do rock n’ roll.

18056772_1663050207323872_4568078933615434886_n.jpg

O “Póli”

Foto 3: Eduardo H. F. Cunha

 

 

A IGREJA SANTA LUZIA

Hoje em dia sou Espírita Kardecista, mas na época fiz primeira comunhão e crisma nessa igreja Católica, graças ao incentivo do meu padrinho José Alves. Participei de procissão, quermesse (sempre realizada no mês de maio), baladas de rock n’ roll. Recentemente visitei o lugar e assisti a uma missa católica muito bacana.

18034306_1663050277323865_3088273829624435539_n.jpg

A Igreja Santa Luzia

Foto 4: Eduardo H. F. Cunha

 

 

HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO

Para apoiar a atividade turística é importante ter meios de hospedagem e locais de alimentação. Na Vila Ayrosa não existe hotéis, mas não há melhor lugar no mundo do que se hospedar na casa da avó! Em termos de alimentação, o bairro até possui alguns poucos restaurantes pequenos ou bares, pizzarias, mas também oferece a opção (no meu caso) de passar momentos com os familiares em festas e eventos. No bairro ainda moram, além da minha avó Zelvira, vários familiares: tios, tias, primos e primas aos quais visito sempre que possível.

 

 

18056980_1663060397322853_3148447588596181100_n.jpg

Minha avó Zelvira

Foto 5: Eduardo H. F. Cunha

 

 

OUTROS LOCAIS NO BAIRRO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO!

Muitos outros bons momento vivi na Vila Ayrosa: como não lembrar dos “bailinhos de garagem” onde dançávamos “passinhos e música lenta”? Como não lembrar de grande amigos e amigas, aos quais passávamos horas e horas nas casas uns dos outros? No presente, tenho revisto alguns desses amigos e amigas, mas com esse artigo resgato um compromisso para o futuro: o de rever mais toda essa turma.

 

Finalizo esse artigo, agradecendo a Deus, por ter crescido em um local tão especial, ter conhecido pessoas incríveis que fizeram parte da minha história. E, como este é um artigo sobre turismo, porque não transformar a Vila Ayrosa em um grande local turístico? Não precisa de grandes atrativos, o essencial já existe: pessoas!

 

 

 

SOBRE O AUTOR E ANTIGO MORADOR DA VILA AYROSA

13335632_1095821247146092_5570418933992580170_n.jpg

Eduardo Henrique Ferin da Cunha, Mtb nº 0081757/SP, 41 anos, criado na Vila Ayrosa. Casado com Aline Finardi Luz, pai de uma menina de 17 anos, a Gabrielle. Apaixonado por viagens, vinhos, gastronomia e fotografia. Graduado em Marketing pela Universidade Paulista, pós-Graduado em Gestão de Marketing pela Unicep São Carlos; em Educação Profissional e em Gerenciamento de Projetos - Práticas do PMI pelo Senac São Paulo. Possui extensão em Gestão do Terceiro Setor, Desenvolvimento Local, Rede Social pelo Senac São Paulo e The Johns Hopkins University. Tem formação em Turismo Sustentável e Desenvolvimento Local e em Áreas Rurais pelo Centro Internacional de Formação da OIT Turim. Atua como mediador de redes sociais e agente de desenvolvimento local e em projeto de Regionalização de Turismo em 21 cidades do Estado de São Paulo. Experiência em Desenvolvimento Turístico, Marketing, Empreendedorismo, Gestão de Projetos Sociais, Rede Social, Desenvolvimento Local e Responsabilidade Social Empresarial.

 

CONTATOS:

 

E-mail: eduardo.hfcunha@hotmail.com   Whatsapp: (16) 99179-4256